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Bolívia vira mercado atrativo para brasileiros, que destacam ‘carinho e possibilidade de voos maiores’

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Foto: Independiente Petrolero

Quando o assunto é futebol, tem jogador nascido no Brasil espalhado por todos os cantos do mundo. Afinal a ginga brasileira sempre esteve em alta. Um país sul-americano parece estar apostando cada vez mais nisso nos últimos anos. É que a Bolívia teve um aumento considerável de atletas brasileiros.

O zagueiro Lázaro, por exemplo, conhece muito bem os dois países. E vem sendo uma espécie de guia para os novos jogadores do Brasil. Com dupla-nacionalidade, ele tem o pai brasileiro e a mãe boliviana. Fez parte da base no Audax, de São Paulo, e também no Real Potosí, tradicional clube da Bolívia. Atualmente um dos destaques do Independiente Petrolero, onde joga a principal liga do país e também a Copa da Bolívia, ele vem recebendo cada vez mais questionamentos sobre como é atuar por lá.

“Chega a ser curioso, pois lá atrás não era tão comum assim equipes com brasileiros, hoje acho que quase todas tem, algumas tem vários inclusive. Cada vez mais colegas vem me perguntar como é aqui, como funciona. Aqui tem muito carinho com os brasileiros, tem a possibilidade de voos maiores também o que acaba chamando a atenção”, afirmou o jogador, com expectativa de ser convocado em breve para a seleção da Bolívia.

Ainda com 23 anos, Lázaro viveu isso na pele. Por duas vezes. Em 2023, após destaque na liga boliviana, foi jogar no Bahrein, pelo tradicional Al-Shabab. E ano passado, deixou o Real Tomayapo para ir para Malta, na Europa, defendendo o Mgarr Unitet.

“Acho que isso é um dos pontos que contam bastante como eu falei. Tem brasileiro vindo pra cá, fazendo boa temporada e depois indo para os Emirados, para a Europa, e muitos indo também para o futebol do Japão, da Coréia, que são mercados muito bons também, e isso chama a atenção”, continuou.

Responsável pela carreira de Lázaro, o empresário Joaelton Sampaio, da Impacto Futebol, valoriza o crescimento do mercado boliviano. A empresa já fez mais de 30 negócios recentemente envolvendo clubes da Bolívia.

“Acho que o que o Lázaro falou é o que define bem. Os clubes bolivianos tratam com bastante carinho o jogador brasileiro, valorizam o talento. Em função do destaque na principal liga boliviana, recentemente fizemos negócios importantes de brasileiros de clubes da Bolívia com clubes do Japão, do Vietnã, Iraque, Kuwait e Coréia do Sul, que são mercados que pagam bem, em dólar e dão ainda mais visibilidade para os atletas”, finalizou o agente.